blog do Marcelo
  Vida que segue

De mãos dadas, o casal de noivos passeava pelo centro da cidade. Era início da tarde daquela quinta-feira ensolarada de dezembro. Conversa animada. É grande o amor entre ambos. 

Roberto havia conhecido Sandra no trabalho. Eram funcionários públicos federais.

Professores universitários, eles lecionavam na faculdade de medicina. Profissionais competentes, faziam planos para o seu casamento ser em breve. Queriam que a cerimônia religiosa fosse oficiada pelo padre Mateus; que fora o celebrante do batizado de Sandra.

-Sandra, o que você acha de irmos agora à praia? - perguntou Roberto.

-Hoje não, Roberto. Estou sentindo um pequeno mal-estar. É este calorão que está fazendo. Deixa para outro dia, meu bem; as nossas férias só estão no início. Vamos voltar amanhã para escolhermos os nossos móveis. - respondeu Sandra.

-Vou te levar para casa. -disse Roberto.

Em casa, Sandra tomou um copo com água e sentou-se no sofá da sala de visitas. Ligou a televisão e começou a assistir a um filme de comédia.

-Roberto, você passa a noite de hoje aqui comigo? - perguntou Sandra.

-Claro meu amor. Só vou em casa pegar uma muda de roupa e volto para ficar com você. -respondeu Roberto.

Ao sair, Roberto deu um beijo em Sandra e foi para sua casa.

Sozinha, Sandra começou a passar mal.

-Roberto, me socorre. Me socorre.... gritava a moça.

Televisão ligada. Sandra pegou o aparelho celular e começava a fazer uma ligação quando desmaiou, caindo ao chão.

Após uma hora afastado de Sandra, Roberto volta ao apartamento da noiva e ao entrar deu de cara com a moça caída na sala.

-Sandra, Sandra, o que aconteceu meu  amor? Sandra, fala comigo pelo amor de Deus. -gritava Roberto.

Sandra já estava morta.

Roberto não se perdoava por haver deixado a noiva sozinha. Mesmo por pouco tempo.

Sandra foi sepultada em uma pequena cidade do interior, sua terra natal.

A necropsia indicou aneurisma cerebral.

Roberto ficou uma semana ao lado dos familiares de Sandra, no interior do estado.

O que ele não conseguia aceitar era o fato de que Sandra morrera sem socorro médico.

-Foi uma fatalidade, Roberto; a qual qualquer pessoa está sujeita. Você é ótimo médico. Sandra também era ótima médica. Você acha que se suspeitasse da gravidade do quadro de Sandra, você já não a teria levado logo ao Hospital ao invés de levá-la para casa? - afirmou dr. Carlos, diretor-médico do hospital em que Sandra e Roberto trabalhavam.

-Não podia ter acontecido assim, comigo, dr.Carlos. Não podia ter acontecido comigo. -falava Roberto.

-Foi uma tragédia, Roberto. -disse dr. Carlos.

Roberto, após fazer tratamento especializado, voltou a lecionar na faculdade de medicina e a atender seus pacientes no hospital.

 



Escrito por Marcelo Fonseca às 21h33
[] [envie esta mensagem] []


 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]  
 
 



Meu perfil
BRASIL, Nordeste, SALVADOR, BROTAS, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Livros, Teatro
Outro - celofonseca@uol.com.br



HISTÓRICO



OUTROS SITES
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Sonhos de uma noite...
 Fórum Democrático
 Caulus
 Ponto de vista
 Fabrício Carpinejar
 Helder Hortta
 Cremdeuspai
 Lapso de Memória
 Devaneios & Loucuras
 A Cronista
 Fura Bolo
 Doidivana
 Diário da Odalisca
 EntreLivros
 Bravo!
 Revista Continente Multicultural
 Resenhando
 Teatro Etc. & Tal
 Cacilda Blog de Teatro
 Desliguem seus celulares
 Revista Bacante
 Terras de Cabral - o blog do Ivam
 Gerald Thomas
 Alberto Guzik
 Ratinha de teatro
 Jovens Escribas
 De Olhos Sempre Abertos
 No pé da parede
 Zumbi escutando blues
 Correio das Artes
 Na Moita
 Lírio do Inferno
 Rascunho
 Blog da Beleza
 Histórias Possíveis
 Édson Cruz
 Revista Agulha
 Poesias & Afins
 Sopa de Poesia
 Meu orkut
 Contos Brasileiros
 Oficina de Teatro
 Conversa Literária
 Crônica de Cinema
  Cronópios
 Sérgio Roveri
 Ana Rüsche


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!